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Entrevista
com Carla Cecílio
Que fala sobre sua
filosofia artística e sobre as dúvidas
mais freqüentes das alunas sobre a
Dança do Ventre!
Por:
Ana Paula Sabbag
Carla Cecílio
é Bailarina, Professora de Dança
Árabe e Diretora da Escola de Dança
Carla Cecílio. Somam-se hoje em sua
estante 81(oitenta e um) troféus
conquistados em Festivais de dança
Nacionais. Por ser descendente de libaneses,
morou no Líbano no ano de 1994, tendo
sido Bailarina clássica dos 06 aos
19 anos.
Em 1995, quando voltou do Líbano,
abriu a Cia. Ápice de Dança,
que se tornou a maior e mais consagrada
Escola de Dança Árabe de Minas
Gerais (Escola de Dança Carla Cecílio),
sediada em Uberlândia-MG. Com as bailarinas
da sua Escola e Cia. de Dança, realizará,
em setembro de 2007, o XV Espetáculo
de Dança produzido e dirigido por
ela. Tais espetáculos já foram
assistidos por mais de 16 mil pessoas.
E está aqui, para dizer para as leitoras
da webforma, como podem melhorar ou iniciar
seu caminho na dança do ventre. Confiram!!!
O
que mais atrai as pessoas à academia
e o que você percebe de mudanças
em suas vidas?
Carla Cecílio:
A princípio atrai o misticismo e
a sensualidade que envolve a dança
árabe. As Mudanças são
rápidas e visíveis. A mulher
que pratica a dança árabe
passa a se admirar e se cuidar mais a partir
do momento que ela descobre seu corpo como
fonte de comunicação e percebe
do que seu corpo é capaz, já
que passa a conhecê-lo melhor.
O
que você, como professora, contribui
de mais importante para essas transformações?
O que mais influi? O ambiente? A reflexão?
O contato consigo mesma?
Carla Cecílio:
Contribuo como mestre que guia e evita os
contratempos (ex: estrelismo, ego inflado,
desânimo, etc.), que faz a aluna acreditar
que é capaz. O ambiente, o glamour
ajuda bastante, mas o descobrimento de si
mesmo é o que influencia mais profundamente.
O
que você costuma dizer ou diria para
as alunas que pensam em desistir, logo no
começo, por acharem difícil
esta arte e por não acreditarem que
são capazes?
Carla Cecílio:
Ao mostrar que elas são capazes,
através das possibilidades com o
seu corpo e mente, reafirmo que não
se faz um médico em um mês
e para ser uma bailarina é preciso
estudo, persistência e desenvolvimento
físico e intelectual, sempre.
O
que se diferencia na dança infantil
em relação à mulher?
A sua metodologia é diferente para
as duas fases?
Carla Cecílio:
Tem que ser totalmente diferenciada,
pois na criança trabalhamos o desenvolvimento
da coordenação motora utilizando
movimentos alegres e que façam alusão
às brincadeiras, já nas adultas
trabalhamos movimentos mais sensuais, resgatando
a feminilidade.
O
que você acha que garante todos os
prêmios que a sua Escola recebe nos
festivais desde que começou? E já
são 81! Há então, um
diferencial que outras Escolas não
conseguem atingir, qual é?
Carla Cecílio:
Eu, particularmente, comecei um caminho
inverso, aprendi a dançar dançando,
não tive professoras e mestras de
dança árabe. Sou descendente
de libaneses, daí aprendi a dançar
em festas de família e no tempo que
morei no Líbano.
Então trilhei meu próprio
caminho e utilizei toda criatividade que
podia, usando técnicas de ballet
clássico (fui bailarina clássica
durante 13 anos).
Então acredito que esta dança
que vinha do coração, que
vinha de dentro com muito amor e criatividade
nos fez sobressair.
Era totalmente intuitiva e emocional. Mantenho
isso, porém hoje, estudo as tendências,
estilos e técnicas.
Qual
a importância que você dá
à teoria sobre a Dança árabe
para quem está começando?
Ter esses conhecimentos influencia na forma
como se dança?
Carla Cecílio:
Influenciam muito! , é imprescindível
que a bailarina saiba o porquê da
dança pra que a veja e a execute
com o respeito que a Dança requer
e impõe, em se tratando de uma arte
milenar e de toda uma nação
tradicionalista. A dança do Ventre
é uma parte da dança árabe,
a dança é um manancial de
histórias, técnicas e estilos.
Qual
o melhor estilo a adotar por quem está
começando?
Carla Cecílio:
Clássico árabe é
o que vai dar a melhor noção
de postura e técnicas de quadril,
mãos, posição de pés
e pernas.
Você
acha que o estilo que a bailarina escolhe,
está relacionado com a forma como
ela se vê e vê a vida? Ou seja,
com suas características psicológicas?
Carla Cecílio:
Sem dúvidas, a bailarina leva
ao palco e coloca na sua dança, muito
do que está dentro dela e muito dela.
É como para um ator construir um
personagem, a gente empresta muito de nós.
Quais
os principais cuidados se devem tomar ao
escolher uma academia de dança árabe
ou uma professora?
Carla Cecílio:
A aluna deve estar atenta à
formação da professora, onde
ela adquiriu seus conhecimentos, o tempo
de Dança - por um cuidado da veracidade
do que ela vai aprender até a execução
correta dos movimentos, sem prejudicar fisicamente
o corpo e nem causar lesões.
O
que mais você gostaria de dizer sobre
a sua forma de ver e pensar a Dança
do ventre?
Carla Cecílio:
Dança árabe é
antes de modismo, atividade física
ou jogo de sedução, é
um estilo de vida, uma paixão que
transcende o trabalho executado numa academia
de dança, é, acima de tudo,
uma mudança de hábitos em
prol e por amor à dança e
à arte. É uma filosofia, um
progresso mental sobre si mesma.
Abraços a todas as adeptas e apaixonadas
por esta feliz e contagiante arte!!!!!!
E
eu, Ana Paula Sabbag, espero que vocês
tenham aproveitado ao máximo este artigo,
para buscarem seu caminho na dança.
E que este caminho esteja repleto de grandes
mestres e de belos passos, ludibriados pelo
encanto das Deusas do Ventre! Que a luz desta
arte esteja com você!!!!! Grande abraço,
Ana Paula Sabbag, agosto de 2007.
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