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A Simbologia dos Elementos
da Dança do Ventre
Dança da espada
Existem várias lendas para a origem
da dança da espada. Uma delas diz
que é uma dança em homenagem
à deusa Neit, uma deusa guerreira.
Ela simbolizava a destruição
dos inimigos e a abertura dos caminhos.
Uma outra, diz que na Antigüidade as
mulheres roubavam as espadas dos guardiões
do rei para dançar, com o intuito
de mostrar que a espada era muito mais útil
na dança do que parada em suas cinturas
ou fazendo mortos e feridos. Dançar
com a espada permite equilíbrio e
domínio interior das forças
densas e agressivas. Uma terceira lenda
conta que na época, quando um rei
achava que tinha muitos escravos, dava a
cada um uma espada para equilibrar na cabeça
e dançar com ela. Assim, deveriam
provar que tinham muitas habilidades. Do
contrário, o rei mandaria matá-lo.
O certo é que, nesta dança,
a bailarina deve saber equilibrar com graça
a espada na cabeça, no peito e na
cintura. É importante também
escolher a música certa, que deve
transmitir certo mistério. Jamais
se dançaria um solo de Derbak com
a espada.
Dança do punhal
Essa dança era uma reverência
à deusa Selkis, a rainha dos escorpiões
e representa a morte, a transformação
e o sexo.
Dança do candelabro,
do fogo e da vela
Este tipo de dança existe há
muitos anos e fazia parte das celebrações
de casamento e nascimento de crianças.
É tradicionalmente apresentada na
maioria dos casamentos egípcios,
aonde a dançarina conduz o cortejo
do casamento levando um candelabro na cabeça.
Desta maneira, ela procura iluminar o caminho
do casal de noivos, como uma forma de trazer
felicidade para eles.
Dança das taças
A dançarina exterioriza sua deusa
interior, fazendo do seu corpo um veículo
sagrado e ofertado. Utilizando o fogo das
velas, que representam a vida.
Dança da serpente
Por ser um animal considerado sagrado e
símbolo da sabedoria, antigamente
as sacerdotisas dançavam com uma
serpente de metal (muitas vezes de ouro).
Atualmente vêem-se algumas bailarinas
dançando com cobra de verdade, mas
isto deve ser visto apenas como um show
de variedades, já que nem nos primórdios
da dança o animal era utilizado.
Justamente por ser considerada sagrada,
a serpente era apenas representada por adornos
utilizados pelas bailarinas e pelo movimento
de seu corpo.
Dança dos véus
Não se sabe ao certo como surgiu
a dança com véus. Dizem que
ela tem suas raízes na dança
dos sete véus que é uma dança
onde os véus representavam os sete
chakras em equilíbrio e harmonia.
A retirada e o cair de cada véu significavam
o abrir dos olhos que desperta a consciência
da mulher. O véu atualmente é
um dos símbolos mais comuns da dança
do ventre e são muitos os passos
que o utilizam. Alguns são usados
especialmente para emoldurar o rosto ou
o corpo da dançarina, assim envolvendo-a
em mistério e magia. Por ser transparente,
tem o encanto de mostrar sem revelar.
Dança com snujs
Pequenos símbolos de metal, os snujs
eram usados pelas sacerdotisas para energizar,
trazer vibrações positivas
e retirar os maus fluidos do ambiente, além
de servir para acompanhar o ritmo da música.
Dança com pandeiro
Era sempre feita com o sentido da comemoração,
da alegria e da festa. Assim como os snujs,
acompanha-se seu som com o ritmo da música.
Dança do bastão
Há uma dança masculina originária
de Said, região do Alto Egito, chamada
Tahtib. Nela são usados longos bastões
chamados Shoumas. Estes bastões eram
usados pelos homens para caminhar e para
se defender. Note que Said também
é o nome do ritmo originário
desta região. As mulheres costumam
apresentar-se utilizando um bastão
leve ou uma bengala, imitando-os, porém
com movimentos mais femininos. Elas apresentam-se
ao som do ritmo Said original, ou mesmo
do Baladi ou do Maqsoum. Durante a dança,
a mulher apresenta toda a sua habilidade,
equilíbrio e charme. Costuma-se chamar
esta dança feminina de Raks El Assaya
(Dança de Said). A Raks El Assaya
foi introduzida nos grandes espetáculos
de Dança do Ventre pelo coreógrafo
Mahmoud Reda. Fifi Abdo teria sido a primeira
grande dançarina a apresentar performances
com a bengala. Porém ela se apresentava
com roupas masculinas.
O
Zaar
É uma dança de êxtase,
praticada no norte da África e no
Oriente Médio, não aceita
pelo Islamismo. Ele é melhor descrito
como sendo uma "cerimônia de
cura", na qual utiliza-se percussão
e dança. Funciona também como
uma forma de compartilhar conhecimento e
solidariedade entre as mulheres destas culturas
patriarcais. No Zaar, a maior parte dos
líderes e dos participantes são
mulheres. Muitos estudiosos têm notado
que, embora a maioria dos espíritos
transmissores sejam masculinos, as "receptoras"
geralmente são mulheres. Isto não
significa que os homens não participem
das cerimônias Zaar; ele pode ajudar
na percussão, no sacrifício
de animais, ou fazer as oferendas. De fato,
em algumas culturas praticantes do Zaar,
são observadas tendências em
se inserir uma participação
masculina maior, nas quais ele, mais do
que cooperador, busca tornar-se o líder.
Atualmente ocorre uma proliferação
de grupos de culto no Sudão, além
de uma diversificação nos
tipos de Zaar.
O Khalij
É uma dança feminina saudita
também conhecida como Raks El Nacha´at.
Seu propósito é permitir à
mulher exibir seu cabelo, seus passos graciosos,
e seu vestido ricamente bordado, usado exclusivamente
nesta dança, a
qual é usualmente executada em casamentos.
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